quinta-feira, 4 de julho de 2013

O uso das tecnologias pelos gestores e coordenadores escolares

VIEIRA, A. T. Funções e papéis da tecnologia.  São Paulo, PUC-SP, 2004

Descrição da obra
O texto foi produzido par ao curso Gestão Escolar e Tecnologias – Formação de gestores escolares para o uso de tecnologias da Informação e Comunicação, realizado em São Paulo.
Trata sobre os diversos enfrentamentos e problemas encontrados quando se analisa o uso e implementação da tecnologia no ambiente escolar.

Resumo
A grande questão tratada no texto é a de saber como a tecnologia pode ser utilizada como aliada pela direção e coordenação escolar. O autor trata desse problema fazendo inicialmente uma reflexão sobre a distinção e o paralelo existente entre dados, informação e conhecimento.
Ele mostra que os dados isolados são apenas fatos distintos, que precisam de alguma significação para se transformar em informação; esta, por sua vez, só se transforma em conhecimento através da análise humana, que à ela incorpora experiências, valores, contextos, etc.
No ambiente escolar ainda existe a possibilidade de se transferir conhecimento aplicado, ou seja, através da análise das rotinas da escola. O autor nos ensina que um ambiente onde o conhecimento seja acessado facilmente é o ideal para se implementar tecnologias.
Posteriormente ele analisa alguns pontos importantes na implantação de um projeto de tecnologia, entre esses pontos destaca-se a necessidade de uma cultura organizacional baseada na cooperação e troca, pois isso facilita a troca de informações, base de todo o conhecimento.
Finalmente o autor nos diz que uma implementação eficaz de novas tecnologias nas organizações depende de alguns elementos-chaves e destaca três fases relevantes: Criação e contexto para TI, desenho de um sistema de TI e Instalação e uso do sistema de TI. Essas três fases dependem, cada uma em sua fase de implementação, do alinhamento com os objetivos da organização, comprometimento e domínio da direção, lideranças e usuários.

Citações principais do texto:
“Mas o grande problema em foco da gestão escolar é saber como a tecnologia pode ser um grande aliado da equipe de direção e coordenação da escola”. (p. 1).

“Enfim, conhecimentos derivam de informações, da mesma maneira que  informações, derivam de dados. A capacidade de transformar informação em  conhecimento não pode ser realizada por uma máquina, sem a interferência da  mente humana, isto é, tal capacidade é exclusivamente humana”. (p.4)

“Então, se pretendemos ter um ambiente com tecnologia em que o conhecimento possa fluir constantemente, temos que criar condições para que um determinado conhecimento possa ser acessado, seja por meio de relações diretas (presenciais ou virtuais) entre pessoas que os detêm — simplesmente porque trabalham juntas, no mesmo ambiente, ou a partir de reflexões que realizam a respeito de rotinas e procedimentos já estruturados em uma instituição escolar”. (p.5)

“A criação de ambientes informatizados na organização para apoio à gestão do conhecimento deverá considerar os processos pelos quais são feitas as trocas de informação e a cultura de colaboração existente. Organizações internamente muito competitivas ou que apresentem um elevado grau de isolamento entre os funcionários, terão mais dificuldade de criar um ambiente de troca. A prática de trabalho dos professores, geralmente isolada nas salas de aula, dificulta sobremaneira a criação de uma cultura de colaboração. Por isso, há necessidade do gestor planejar a existência de momentos de troca de experiências entre professores e funcionários. A implementação de um sistema de organização e disseminação de informações na escola torna-se bem mais fácil quando a cooperação já faz parte da cultura escolar”. (p.6)

“Além do problema da cultura organizacional existente e dos objetivos sobre a gestão das tecnologias de informação (TI) de uma escola, é importante que se tenha uma visão mais estruturada sobre os ingredientes-chave para implementação eficaz de sistemas nas escolas. A tabela abaixo mostra alguns dos principais pontos, os quais estão divididos em três fases muito relevantes:
1) criação do contexto para a TI;
2) desenho de sistemas de TI;
3) instalação do sistema de TI que vai ser utilizado”. (p. 7)

“(...) Quando um sistema é implementado em culturas organizacionais previamente estabelecidas, a forma pela qual as informações são organizadas e produzidas interage com a cultura já existente, criando situações que resultam em sintonia e reforço ou em dissonância e oposição. (...)”. (p.8)

Comentário
Tendo como base o exposto pelo autor, outros conhecimentos e experiências já vivenciadas, noto a clara dificuldade em se concretizar um projeto de inserção de tecnologias nas escolas, sem antes mudar ou ao menos conhecer a cultura organizacional da instituição.
Talvez esse seja o maior desafio para a implantação de um projeto dessa natureza. Obviamente que esse problema é evidenciado com mais clareza na implantação dos projetos e não em sua elaboração.
Porém, como ficou muito bem colocado pelo autor, um projeto eficiente deve ser elaborado num contexto de TI, ou seja, primeiramente é necessário que essa cultura organizacional seja trabalhada, que as pessoas já consigam fazer uma troca eficiente de informações, livre de obstáculos que impeçam a aquisição do conhecimento.
O que me pareceu um pouco superficial no texto foi justamente o ponto de como se pode trabalhar esse obstáculo da organização; talvez seja porque esse ponto seria melhor aprofundado num texto específico, que trate somente de gestão de pessoas e cultura organizacional.

*Atividade da disciplina Oficinas Tecnológicas - Fichamento do Texto 2

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