VIEIRA, A. T. Funções e papéis da tecnologia. São Paulo, PUC-SP, 2004
Descrição
da obra
O texto foi produzido par ao
curso Gestão Escolar e Tecnologias – Formação de gestores escolares para o uso
de tecnologias da Informação e Comunicação, realizado em São Paulo.
Trata sobre os diversos
enfrentamentos e problemas encontrados quando se analisa o uso e implementação
da tecnologia no ambiente escolar.
Resumo
A grande questão tratada no
texto é a de saber como a tecnologia pode ser utilizada como aliada pela
direção e coordenação escolar. O autor trata desse problema fazendo
inicialmente uma reflexão sobre a distinção e o paralelo existente entre dados,
informação e conhecimento.
Ele mostra que os dados
isolados são apenas fatos distintos, que precisam de alguma significação para
se transformar em informação; esta, por sua vez, só se transforma em
conhecimento através da análise humana, que à ela incorpora experiências,
valores, contextos, etc.
No ambiente escolar ainda
existe a possibilidade de se transferir conhecimento aplicado, ou seja, através
da análise das rotinas da escola. O autor nos ensina que um ambiente onde o
conhecimento seja acessado facilmente é o ideal para se implementar
tecnologias.
Posteriormente ele analisa
alguns pontos importantes na implantação de um projeto de tecnologia, entre esses
pontos destaca-se a necessidade de uma cultura organizacional baseada na
cooperação e troca, pois isso facilita a troca de informações, base de todo o
conhecimento.
Finalmente o autor nos diz
que uma implementação eficaz de novas tecnologias nas organizações depende de
alguns elementos-chaves e destaca três fases relevantes: Criação e contexto
para TI, desenho de um sistema de TI e Instalação e uso do sistema de TI. Essas
três fases dependem, cada uma em sua fase de implementação, do alinhamento com
os objetivos da organização, comprometimento e domínio da direção, lideranças e
usuários.
Citações
principais do texto:
“Mas o grande problema em
foco da gestão escolar é saber como a tecnologia pode ser um grande aliado da
equipe de direção e coordenação da escola”. (p. 1).
“Enfim, conhecimentos derivam
de informações, da mesma maneira que informações,
derivam de dados. A capacidade de transformar informação em conhecimento não pode ser realizada por uma máquina,
sem a interferência da mente humana,
isto é, tal capacidade é exclusivamente humana”. (p.4)
“Então, se pretendemos ter
um ambiente com tecnologia em que o conhecimento possa fluir constantemente,
temos que criar condições para que um determinado conhecimento possa ser
acessado, seja por meio de relações diretas (presenciais ou virtuais) entre
pessoas que os detêm — simplesmente porque trabalham juntas, no mesmo ambiente,
ou a partir de reflexões que realizam a respeito de rotinas e procedimentos já
estruturados em uma instituição escolar”. (p.5)
“A criação de ambientes
informatizados na organização para apoio à gestão do conhecimento deverá
considerar os processos pelos quais são feitas as trocas de informação e a
cultura de colaboração existente. Organizações internamente muito competitivas
ou que apresentem um elevado grau de isolamento entre os funcionários, terão
mais dificuldade de criar um ambiente de troca. A prática de trabalho dos
professores, geralmente isolada nas salas de aula, dificulta sobremaneira a
criação de uma cultura de colaboração. Por isso, há necessidade do gestor planejar
a existência de momentos de troca de experiências entre professores e
funcionários. A implementação de um sistema de organização e disseminação de
informações na escola torna-se bem mais fácil quando a cooperação já faz parte
da cultura escolar”. (p.6)
“Além do problema da cultura
organizacional existente e dos objetivos sobre a gestão das tecnologias de
informação (TI) de uma escola, é importante que se tenha uma visão mais
estruturada sobre os ingredientes-chave para implementação eficaz de sistemas
nas escolas. A tabela abaixo mostra alguns dos principais pontos, os quais
estão divididos em três fases muito relevantes:
1) criação do contexto para
a TI;
2) desenho de sistemas de
TI;
3) instalação do sistema de
TI que vai ser utilizado”. (p. 7)
“(...) Quando um sistema é
implementado em culturas organizacionais previamente estabelecidas, a forma
pela qual as informações são organizadas e produzidas interage com a cultura já
existente, criando situações que resultam em sintonia e reforço ou em
dissonância e oposição. (...)”. (p.8)
Comentário
Tendo como base o exposto
pelo autor, outros conhecimentos e experiências já vivenciadas, noto a clara
dificuldade em se concretizar um projeto de inserção de tecnologias nas
escolas, sem antes mudar ou ao menos conhecer a cultura organizacional da
instituição.
Talvez esse seja o maior
desafio para a implantação de um projeto dessa natureza. Obviamente que esse
problema é evidenciado com mais clareza na implantação dos projetos e não em
sua elaboração.
Porém, como ficou muito bem
colocado pelo autor, um projeto eficiente deve ser elaborado num contexto de
TI, ou seja, primeiramente é necessário que essa cultura organizacional seja
trabalhada, que as pessoas já consigam fazer uma troca eficiente de
informações, livre de obstáculos que impeçam a aquisição do conhecimento.
O que me pareceu um pouco
superficial no texto foi justamente o ponto de como se pode trabalhar esse
obstáculo da organização; talvez seja porque esse ponto seria melhor
aprofundado num texto específico, que trate somente de gestão de pessoas e
cultura organizacional.
*Atividade da disciplina Oficinas Tecnológicas - Fichamento do Texto 2
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